18 de junho de 2018

OHSAS 18001 x ISO 45001 - As 10 Principais Mudanças e Tabela Comparativa Completa

Conforme informamos em detalhes neste post de março, a ISO 45001:2018 substituiu a OHSAS 18001:2007 como referência internacional para sistemas de gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SST). 

Organizações atualmente certificadas pela OHSAS 18001 terão um prazo de 3 anos para realizarem a migração para a nova versão, e as empresas que estão iniciando agora o processo de implantação (visando uma futura certificação) de seu sistema de gestão da SST deverão considerar somente a ISO 45001 (a OHSAS 18001 já foi oficialmente cancelada).

Neste artigo, destacamos as 10 principais mudanças da OHSAS 18001 para a ISO 45001 e, no final, disponibilizamos para download gratuito uma tabela especialmente preparada pelo QSP, comparando cada seção e subseção da OHSAS 18001:2007 com as da nova ISO 45001:2018.





As 10 Principais Mudanças da OHSAS 18001 para a nova ISO 45001


1- Uso do Anexo SL


A nova ISO 45001 utiliza a mesma "estrutura de alto nível" apresentada no Anexo SL das Diretivas ISO para todas as normas ISO de sistemas de gestão publicadas a partir de 2012.

2- Liderança ativa


Na ISO 45001, é dada maior ênfase na liderança desempenhando um papel mais participativo, visando assegurar que a cultura de prevenção e a "mentalidade de riscos" se dissemine a partir do alto escalão por toda a organização.

A norma enfatiza que a alta direção deve assegurar que o processo de consulta e participação dos trabalhadores seja estabelecido. Também destaca que é responsabilidade da alta direção estabelecer, implementar e manter a política de SST, sendo requerido que tal política explicitamente inclua o compromisso com a consulta e participação dos trabalhadores.

3- Participação dos trabalhadores


Há requisitos na ISO 45001 para que os trabalhadores, em todos os níveis e funções, e, onde existam, seus representantes, sejam consultados e participem do desenvolvimento, planejamento, implementação, avaliação de desempenho e ações para melhoria do sistema de gestão da SST.


A consulta e participação dos trabalhadores (incluindo trabalhadores não gerenciais) foram significativamente aprimoradas em relação à OHSAS 18001, que se limitava à participação na identificação de perigos e consultas sobre mudanças. Na ISO 45001, a organização agora é obrigada a fornecer os mecanismos, tempo, treinamento e recursos para consulta e participação dos trabalhadores. Isso inclui remover quaisquer obstáculos ou barreiras como linguagem, alfabetização ou medo de represálias que possam inibir a participação dos mesmos.


4- Contexto da organização


Novidade na nova norma, esse item define o contexto de atuação da organização e estabelece o escopo e limites do sistema de gestão da SST, levando em consideração questões internas (técnicas, legais, culturais, disponibilidade de recursos e informações) e externas (ambientais, socioeconômicas, políticas), que possam afetar a capacidade da organização atingir os objetivos pré-estabelecidos.

Também considera as necessidades e expectativas das partes interessadas (trabalhadores, fornecedores, clientes, autoridades legais, acionistas, etc.) em relação ao sistema de gestão da SST e aos objetivos da organização, destacando fatores que coloquem em risco a saúde e segurança dos trabalhadores, além de buscar oportunidades de melhoria no sistema de gestão e no ambiente de trabalho.

5- Planejamento


Para que seja possível atingir os objetivos do sistema de gestão da SST, riscos e oportunidades foram divididos em dois elementos: 

1. Avaliação dos riscos de SST e outros riscos para o sistema de gestão


- A avaliação dos níveis de risco para os riscos de SST usa a abordagem “tradicional”, ou seja: probabilidade (likelihood) × consequência;
- Já os riscos para o sistema de gestão são aqueles geralmente associados ao risco do negócio (por exemplo, o efeito da incerteza), como picos no fluxo de trabalho e reestruturação, bem como questões externas, como mudanças econômicas.

2. Avaliação das oportunidades de SST e outras oportunidades de melhoria para o sistema de gestão da SST: 


- Oportunidades de SST são circunstâncias que podem levar à melhoria do desempenho do sistema de gestão da SST. Isso inclui a adaptação do ambiente de trabalho aos trabalhadores, a eliminação de riscos e outras oportunidades que possam aprimorar o sistema de gestão da SST. 


É importante ressaltar que riscos e oportunidades devem ser determinados antes da mudança planejada. Há também uma ênfase crescente na identificação de perigos associados a doenças ocupacionais decorrentes do excesso de carga de trabalho, bullying, ou outras resultantes do estilo de liderança e da cultura da organização. Além disso, a identificação de perigos deve começar na etapa conceitual do projeto, levando em conta o grau de maturidade da organização, o ambiente de trabalho, instalações, equipamentos, processos, atividades, etc. 

6- Comunicação


A ISO 45001 também dá maior ênfase à comunicação. A comunicação dos objetivos deve ser definida e medida para garantir a eficácia do sistema de gestão da SST. Os gestores devem se comunicar com os demais trabalhadores em assuntos relacionados a políticas de prevenção, identificação de perigos e avaliação de riscos.

7- Suporte


De acordo com a nova norma, as organizações devem determinar e fornecer os recursos necessários para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente o sistema de gestão da SST, como recursos humanos, naturais, de infraestrutura e financeiros. 

A ISO 45001 usa o termo “informação documentada”, em vez de “documentos” e “registros”, que eram usados na OHSAS 18001. Isso reflete os tipos e a utilização atual da informação - baseada em nuvem, multimídia, etc.

8- Controle operacional


A seção "Planejamento e controle operacionais" foi significativamente aprimorada em relação à OHSAS 18001. Ela não somente tornou o uso da "hierarquia de controles" um requisito específico, como também introduziu novas subseções sobre gestão de mudanças e sobre aquisição. 

A ISO 45001 estabelece que as organizações devem planejar como implementar mudanças, de forma que não introduzam novos perigos ou aumentem os riscos relacionados à SST, além de terem de identificar as oportunidades para melhorar o desempenho da gestão da SST que as mudanças possam possibilitar. 

A nova subseção sobre aquisição prevê o reconhecimento de que os riscos de SST relacionados à cadeia de suprimentos são gerenciados de maneira mais eficaz, quando são levados em consideração nos primeiros estágios do processo de aquisição. Com a ISO 45001, as organizações devem estabelecer processos de aquisição que estejam em conformidade com seu sistema de gestão da SST, incluindo a definição de critérios de SST para a seleção de contratados. 

Essa nova subseção trata também da terceirização, enfatizando que a organização deve estabelecer formas de controle das funções terceirizadas para alcançar os resultados pretendidos de seu sistema de gestão da SST. Os controles podem incluir itens como requisitos contratuais e de aquisição, treinamentos e inspeções.

9- Avaliação e indicadores de desempenho


Diferentemente da OHSAS 18001, que se refere à avaliação de desempenho como um "procedimento", a nova ISO 45001 requer que a organização estabeleça, implemente e mantenha processo(s) para monitorar, medir, analisar e avaliar o desempenho. 


Ela requer também o uso de indicadores de desempenho para acompanhar a melhoria e assegurar que a melhoria contínua seja uma parte central da organização, permitindo que ela integre outros aspectos de segurança e saúde, como o bem-estar dos trabalhadores.

10- Melhoria


Não há mais na nova norma o requisito existente na OHSAS 18001 referente à "ação preventiva", uma vez que toda a ISO 45001 está voltada à prevenção.

Na seção "Melhoria", está também o requisito de eliminar as causas-raiz de incidentes e não conformidades, refletindo o objetivo geral da ISO 45001:2018 de prevenir lesões e doenças e fornecer locais de trabalho seguros e saudáveis.

Tabela Comparativa Completa: OHSAS 18001 x ISO 45001 (baixe o arquivo)




Adquira a Nova Norma ISO 45001:2018 em Português (clique na imagem abaixo para mais informações)
                                       https://www.risktec.com.br/ISO_45001_2018_Sistemas_de_Gestao_da_Seguranca_e_Saude_no_Trabalho_Requisitos_com_orientacoes_para_uso/prod-5317092/

2 de abril de 2018

Lean Seis Sigma aplicado ao Setor de Serviços: aprimorando os processos de negócios

Um dos assuntos que tem obtido cada vez mais destaque no mundo empresarial é a importância das organizações priorizarem e aprimorarem processos que gerem resultados, utilizando recursos muitas vezes escassos. Nesse sentido, o tema "produtividade" tem sido explorado e desenvolvido sob diversos pontos de vista e tornou-se essencial para as empresas se diferenciarem da concorrência e obterem sucesso no mundo dos negócios.

Uma das metodologias mais empregadas pelas organizações para aprimorar seus processos de negócios surgiu na década de 80 e é conhecida como Lean Seis Sigma. Ela foi originalmente desenvolvida pela Motorola para a melhoria de seus processos de produção e posteriormente adotada com êxito por grandes montadoras, como GM, Ford, General Electric, entre outras. 

O principal motivo para a utilização do Lean Seis Sigma nos processos de negócios está relacionado ao aumento da lucratividade por meio da redução contínua da variabilidade dos processos, eliminando defeitos e/ou falhas em produtos e serviços e gerando melhorias operacionais.  

Visto nas últimas décadas como uma ferramenta concebida para a indústria, o Lean Seis Sigma é uma prática de gestão que pode ser empregada para a melhoria da produtividade e do desempenho financeiro de qualquer empresa, independentemente do seu porte e setor de atuação. Para tanto, emprega uma metodologia de 5 etapas, conhecida como DMAIC (definir, medir, analisar, melhorar e controlar), que tem início com a identificação do problema e culmina com a implementação de melhorias de longo prazo. Embora essa não seja a única metodologia Lean Seis Sigma utilizada pelas organizações, ainda é a mais adotada e difundida.





Apesar do sucesso e reconhecimento obtidos mundialmente nos últimos anos, algumas empresas do setor de serviços, como hospitais, planos de saúde, seguradoras, financeiras, organizações relacionadas ao sistema educacional ou à tecnologia da informação ainda se mostram relutantes em utilizar o Lean Seis Sigma em seus processos, questionando a eficácia da metodologia.

O principal motivo para isso é que muitas dessas empresas ainda vêem o Lean Seis Sigma como uma ferramenta para a indústria. Gestores de organizações que oferecem serviços acreditam que, como essas empresas lidam diariamente com atividades que dependem em grande parte do fator humano, não existem defeitos mensuráveis nos processos a serem corrigidos ou aprimorados. No entanto, pesquisas mostram que eles estão equivocados e que as organizações do setor de serviços que investiram na utilização do Lean Seis Sigma apresentaram economia de milhões de dólares em seus projetos.

Outro ponto que gera obstáculos à utilização da metodologia em empresas de serviços está relacionado à falta de familiaridade com métricas. Para muitas dessas organizações, o Lean Seis Sigma é visto como um método muito técnico e complexo. As análises estatísticas são importantes para dar uma visão a respeito dos processos de trabalho das empresas. Para não perderem o foco do negócio, essas empresas devem concentrar seus esforços no desenvolvimento de projetos Lean Seis Sigma relacionados às necessidades da organização, como geração e retenção de clientes e melhoria do fluxo de caixa.


Como o Setor de Serviços pode utilizar o Lean Seis Sigma para aprimorar seus processos de negócios?


Uma vantagem importante do Lean Seis Sigma para as empresas de serviços é a possibilidade de aprimorar a qualidade dos processos de atendimento ao cliente e gerar novas oportunidades de negócios. A maioria dessas organizações têm como ponto central as áreas financeiras, de recursos humanos, vendas e marketing. O Lean Seis Sigma mergulha profundamente no desenvolvimento de habilidades sociais (soft skills) que auxiliam essas áreas a entenderem melhor as necessidades dos clientes, aumentando a eficiência do atendimento e priorizando as oportunidades de negócios mais promissoras.  

Primeiramente, é necessário compreender os processos de trabalho dessas organizações. Por meio da utilização da metodologia DMAIC, o Lean Seis Sigma pode aprimorar a qualidade dos processos de negócios em qualquer setor de atuação. Como o principal objetivo dessa metodologia é promover melhorias operacionais, sobretudo no relacionamento com os clientes, o primeiro passo seria identificar os gargalos de atendimento em questão.

Em segundo lugar, os dados são coletados para observar como, por que e com que frequência essas falhas no atendimento costumam ocorrer. Em seguida, forma-se uma equipe Lean Seis Sigma, responsável pela implementação de uma metodologia de trabalho apoiada por ferramentas estatísticas para detectar os gargalos no atendimento e instruir os funcionários a respeito das mudanças necessárias para estreitar o relacionamento com os clientes. Dessa forma, as empresas mantêm o foco dos processos na qualidade e promovem a melhoria contínua.

Por último, novos funcionários são treinados e a cultura da melhoria contínua é disseminada dentro da empresa, de modo a evitar a ocorrência de novos gargalos de atendimento e atrair novos clientes.



Também nas áreas de marketing e vendas, o Lean Seis Sigma pode oferecer inúmeras contribuições. Estudos mostram que, durante as vendas, o excesso de tempo dispendido com um cliente pode revelar-se contraproducente. Alterar ou aprimorar esse processo pode resultar em um aumento da porcentagem de vendas dos produtos e serviços, bem como da satisfação dos clientes.

Exemplos de segmentos que o Lean Seis Sigma tem auxiliado na melhoria dos processos de negócios relacionam-se a organizações que oferecem serviços financeiros, seguradoras, serviços de saúde, consultorias, instituições educacionais, empresas de alta tecnologia, agências do governo, etc. 

Essas são algumas aplicações da metodologia Lean Seis Sigma nas organizações de serviços; se aplicada com consistência por profissionais devidamente qualificados, seu potencial de geração de resultados e aumento da produtividade, em linha com os objetivos estratégicos das empresas, é imenso. 


Para conferir as atividades e serviços oferecidos pelo QSP relacionados à aplicação da metodologia Lean Seis Sigma, acesse os links a seguir:


  - Serviços Lean Seis Sigma (com diagnóstico inicial gratuito)
  - Planilha Lean Seis Sigma (baixe-a gratuitamente)

12 de março de 2018

ISO 45001:2018 - Um novo consenso mundial para a Segurança e Saúde no Trabalho

Nos últimos anos, a adoção de sistemas de gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) tornou-se cada vez mais importante para as organizações que almejam realizar uma gestão de riscos eficaz e integrada aos seus processos de QSMS, reduzindo o número e o impacto de acidentes, incidentes, danos de imagem, reputação, entre outros, no ambiente de negócios.

Nesse contexto, acaba de ser publicada a primeira norma internacional ISO de sistemas de gestão da Segurança e Saúde no Trabalho - a ISO 45001:2018 - desenvolvida em consenso pelo comitê técnico ISO/PC 283, composto por mais de 80 países.

Simultaneamente, o QSP lançou no Brasil o Manual com a ISO 45001:2018 em Português!

Utilizando como referência outros documentos da área de SST, como a norma OHSAS 18001:2007 e as Diretrizes Internacionais da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para a SST, a nova norma ISO 45001:2018 descreve as melhores práticas mundiais de prevenção de acidentes e doenças no trabalho e incorpora requisitos de sistemas de gestão alinhados com a 'estrutura de alto nível' das Diretivas ISO (o chamado Anexo SL). Dessa forma, compartilha a estrutura, definições e termos fundamentais, por exemplo, das versões 2015 da ISO 9001 e da ISO 14001, facilitando a sua integração com os sistemas de gestão da Qualidade e Ambiental (entre outros).

Liderança, comprometimento e participação de todos os níveis hierárquicos e funções da organização (especialmente a participação dos trabalhadores e, onde existam, de seus representantes) são os pilares da ISO 45001. Esse conceitos podem ser aplicados em organizações de diferentes portes e setores, independentemente das atividades que executam e da natureza dos riscos a que estão expostas, por meio da aplicação do ciclo PDCA (Planejar-Fazer-Checar-Agir), como mostrado na figura abaixo.


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A ISO 45001 substitui a partir de agora a OHSAS 18001, usada por mais de 100.000 organizações em todo o mundo e lançada pioneiramente no Brasil, em 1999, pelo QSP.

As organizações certificadas na OHSAS 18001:2007 terão um prazo máximo de 3 anos para a transição para a ISO 45001:2018, conforme o documento emitido pelo IAF - International Accreditation Forum, que apresentei neste outro post e está disponível para download.


Destaques da ISO 45001:2018


Ao contrário de outros referenciais, a nova 45001 enfatiza a importância da gestão de riscos de SST, e se sustenta no comprometimento da Alta Direção e no estabelecimento do contexto para a implementação de um sistema de gestão da SST alinhado com os objetivos estratégicos da organização. Não só os efeitos negativos da incerteza são abordados (acidentes, incidentes, danos de imagem, etc.), como também os efeitos positivos, derivados de oportunidades para o sistema de gestão da SST e outras oportunidades que podem melhorar o desempenho financeiro e a produtividade da organização

Foram incorporados os requisitos habituais de um sistema de gestão da SST, que permitirão às organizações alcançarem de forma eficaz os objetivos definidos. Tais requisitos se baseiam nos conceitos de liderança da Alta Direção, em uma cultura de prevenção e na integração do sistema com a necessária participação e consulta aos trabalhadores.

Também foram incluídos os requisitos conhecidos de sistemas de gestão para as empresas alcançarem a melhoria contínua, por meio da definição de uma política, estabelecimento de objetivos em função dos riscos, alocação de recursos, atendimento à legislação e avaliações contínuas.
   
Foi necessário se chegar a um consenso para a definição de risco (em sintonia com a definição de risco de documentos normativos, especialmente da ISO 31000) e para conceitos básicos que diferem entre países (como trabalhador e local de trabalho, por exemplo).

Visando reduzir os riscos e melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores, a nova norma conta com requisitos específicos que abordam a gestão das atividades de prevenção. Dessa forma, além de incluir um requisito explícito para a participação e consulta aos trabalhadores, a 45001 amplia a necessidade de avaliar riscos e oportunidades de SST, atender aos requisitos legais e outros requisitos aplicáveis à organização, e definir objetivos para a melhoria contínua.



Além disso, foram desenvolvidos na nova norma os pontos centrais das seções 6 (Planejamento) e 8 (Operação), dada a importância desses temas na gestão da SST. Na seção Planejamento, foram detalhados os requisitos para abordar riscos e oportunidades, bem como os requisitos para a identificação de perigos, avaliação de riscos e oportunidades, além da determinação dos requisitos aplicáveis. Já na seção Operação, foram adicionados requisitos sobre a hierarquia de controles, gestão de mudanças, terceirização, provedores externos, contratados e resposta a emergências.

Também foram incluídos requisitos concretos para a gestão da SST, adotando-se conceitos como perigo, lesão e doença, incidente, o qual inclui o conceito de acidente. Além disso, a nova norma aborda a necessidade de desenvolver uma cultura de prevenção nas organizações e de promover consulta e participação em todos os níveis.

De uma maneira geral, espera-se que o consenso alcançado em torno da ISO 45001 permita à comunidade internacional se expressar na mesma linguagem no que diz respeito à gestão da SST; assegurar uma comunicação adequada com as partes interessadas; melhorar o controle de riscos, processos e atividades para evitar acidentes e reduzir custos; e otimizar as medidas de prevenção para a gestão de riscos relacionados aos trabalhadores.

Como consequência, as organizações irão melhorar a gestão de riscos de SST, tornando-se mais eficazes e eficientes, reduzindo o número de acidentes e doenças ocupacionais e aumentando a produtividade de seus processos, ao reduzir perdas, ausências de trabalhadores e situações de emergência nos locais de trabalho.


Para pré-visualizar o Manual com a ISO 45001:2018 em Português, entre por aqui.

E não deixe de conhecer a página especial que criamos na ISO31000.net, apresentando diversos aspectos sobre a ISO 45001 e os serviços exclusivos do QSP em SST, integrados às diretrizes da ISO 31000:2018 de Gestão de Riscos.


19 de fevereiro de 2018

10 benefícios do aplicativo iAuditor para os processos de QSMS

Diante dos novos desafios corporativos, o uso de tecnologias digitais é uma realidade cada vez mais presente nas organizações. 

No embalo da Indústria 4.0, sistemas de informação em nuvem, big data e aplicativos móveis tornaram-se soluções indispensáveis para as empresas que buscam aumentar a produtividade de seus processos e resolver problemas cada vez mais complexos de maneira rápida e eficiente.

De acordo com uma pesquisa mundial realizada pela consultoria inglesa Verdantix com 382 gestores das áreas de QSMS, 57% pretendem utilizar aplicações móveis em 2018 para reportar desvios e/ou oportunidades de melhoria de seus processos, seja em uma ou em várias unidades, ou ainda como projeto piloto de uma instalação.

Nesse cenário, o app iAuditor - aplicativo para a realização de inspeções e auditorias mais utilizado no mundo - apresenta-se como uma solução importante para as empresas reportarem desvios (acidentes, incidentes, falhas e defeitos de produtos e serviços) e/ou oportunidades de melhoria de seus processos de QSMS, bem como para auxiliar na tomada de decisões.

O app pode ser baixado gratuitamente nas lojas Apple Store, Google Play e Windows Phone.




Destaco a seguir 10 vantagens que o uso do iAuditor pode trazer às organizações para que elas se diferenciem da concorrência nesse ambiente de rápida evolução tecnológica.


1- Economia de tempo e papel


 Já dizia meu bisavô: "Tempo é dinheiro".

Essa máxima nunca esteve tão atual quanto nos dias de hoje.

Talvez o benefício mais evidente do iAuditor seja a economia de tempo para a realização de inspeções e auditorias com o uso de dispositivos móveis (celulares e tablets). Em poucos segundos, os reportes podem ser finalizados, armazenados e enviados por email aos responsáveis da organização pela tomada de decisões.


Por meio de uma plataforma na internet sincronizada com o app, as informações ficam disponíveis em tempo real a todos que têm permissão para acessá-las, permitindo a correção de desvios e a identificação de oportunidades de melhoria em maior escala e de maneira mais rápida.

Esse processo também economiza anualmente toneladas de papel, contribuindo com a sustentabilidade ambiental e com a melhoria no desempenho financeiro das empresas.

2- Facilidade na criação e edição de formulários


Tanto o app quanto a plataforma SafetyCulture na web permitem a construção de formulários com um simples drag-and-drop, além de possibilitarem que as inspeções/auditorias sejam complementadas em qualquer dispositivo, mesmo quando o usuário encontrar-se offline.

Relatórios podem ser gerados automaticamente e enviados à gerência ou a clientes, tornando mais fácil a identificação de tendências e a análise das informações.



                                   
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3 - Padronização de processos de inspeção e auditoria


Além de possibilitar a construção de listas de verificação (checkists), o iAuditor permite a padronização dos processos de inspeção em toda a empresa, facilitando a análise do desempenho das equipes de Segurança, Qualidade, Auditoria Interna, etc.

Podem ser criados formulários padronizados para determinada(s) área(s) ou processo(s), tornando mais eficiente o preenchimento e o reporte dos desvios e/ou oportunidades de melhoria dentro da organização.


4- Envio de fotos e documentos


Um dos recursos mais utilizados pelas organizações, o app permite anexar fotos e documentos digitais aos formulários, como forma de evidenciar o que está sendo auditado/inspecionado.

Essas informações podem ser anexadas a um relatório de inspeções/ auditorias em pdf e compartilhadas entre os funcionários. Na versão paga para as empresas, a plataforma permite o download e upload de dados ilimitados.


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5- Acesso gratuito à biblioteca pública de checklists customizados


O sistema permite o acesso gratuito a mais de 80.000 checklists (listas de verificação), já prontos, de inspeções e auditorias para diversos setores de atividade.

Tais checklists podem ser baixados e adaptados às necessidades das empresas, servindo como referência para a criação e/ou edição de formulários nas áreas de QSMS em diversos setores, como Construção, Hospitalidade (Hotéis/Restaurantes), Manufatura, Transporte/ Logística, Alimentos, Mineração, entre outros.


6- Base de dados para a tomada de decisões


A plataforma SafetyCulture auxilia a organização a gerenciar riscos e a manter os registros de inspeções e auditorias centralizados.

Além disso, é possível realizar a administração dos usuários na plataforma, definindo grupos de funcionários para receberem determinados formulários e autorizando diferentes níveis de acesso aos mesmos.

Com isso, os gestores podem utilizar o sistema como ferramenta para a tomada de decisões, priorizando pontos críticos dos processos e designando responsáveis para atuarem nos desvios e/ou identificarem oportunidades de melhoria da maneira mais produtiva para a organização.


7- Acesso à ferramenta de análise


Na versão paga, a plataforma SafetyCulture possibilita o acesso a uma ferramenta de análise para monitoramento do desempenho das inspeções e auditorias realizadas.

Esse módulo permite gerar gráficos e estatísticas sobre as informações contidas nos formulários, bem como filtrá-las de acordo com a necessidade de cada área, facilitando a tomada de decisões por parte dos gestores. Também é possível obter um panorama das não conformidades registradas nas auditorias/ inspeções, servindo como base para a implementação de ações corretivas.

Essas informações podem ser exportadas para outros formatos, como pdf, csv (Excel) e word, dependendo de como a empresa planeja utilizá-las posteriormente.

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8- Definição e notificação dos responsáveis pelas ações corretivas


Outra funcionalidade importante do sistema é a possibilidade de criar ações corretivas para os itens avaliados nos formulários e designar responsáveis para atuarem nesse desvios.

Toda vez que algum funcionário é selecionado para atuar em uma não conformidade, o sistema envia a ele um email ou notificação com as informações do desvio, a prioridade e o prazo para executar a ação corretiva.

O acompanhamento e a gestão dessas ações pode ser feito tanto na plataforma SafetyCulture quanto no app.



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9- Recurso de agendamento de auditorias


Um novo recurso disponibilizado recentemente é a possibilidade de agendar auditorias e inspeções na plataforma. Selecionando o modelo de formulário desejado, o usuário pode atribuir a si mesmo, a outro funcionário ou a um grupo de usuários uma data para início e data limite para a realização da auditoria, além de poder definir a frequência com que ela será realizada.

O funcionário responsável pelo preenchimento receberá então uma notificação próximo à data de realização da auditoria/ inspeção, e a auditoria agendada ficará salva em seu app e na plataforma.



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10- Integrações


Como recurso avançado para as empresas, é possível integrar a plataforma SafetyCulture com alguns sistemas utilizados pelas organizações.

Tais integrações possibilitam a automatização dos fluxos de trabalho e a transferência de dados de forma mais rápida entre a plataforma e o sistema das empresas.

Pensando nas diversas aplicações do iAuditor, o QSP realizou, em 2017, um acordo de cooperação técnica com a empresa australiana SafetyCulture para auxiliar as organizações brasileiras na utilização do app e da plataforma na internet.

A parceria inclui, entre outros serviços, a customização dos formulários de inspeção e auditoria para as organizações interessadas.


Para conhecer os serviços que oferecemos relacionados ao iAuditor, acesse aqui.



31 de janeiro de 2018

Base de dados mundial de empresas certificadas nas normas ISO


Membros da Assembléia Geral do IAF (International Accreditation Forum) aprovaram, em outubro de 2017, a criação de uma base de dados, de âmbito mundial, de empresas certificadas nas normas ISO de sistemas de gestão, cujas certificações foram fornecidas por organismos certificadores acreditados pelos membros do IAF (o Inmetro é o representante do Brasil no IAF).

A decisão ocorreu 3 anos após a ISO (International Organization for Standardization) ter abandonado o projeto, e a ideia foi levada adiante e desenvolvida pelo IAF.

A criação dessa base de dados representa uma oportunidade única para as empresas certificadas mostrarem à comunidade mundial que possuem certificações que atendem aos requisitos de normas reconhecidas internacionalmente, como a ISO 9001, ISO 14001 e a nova ISO 45001, entre outras.

Além de beneficiar as empresas certificadas - que possuem mais de 1,6 milhões de certificados de sistemas de gestão - e os organismos certificadores, a base de dados é importante para os atuais e potenciais clientes dessas organizações interessados em verificar a conformidade de seus fornecedores em relação aos requisitos de determinada(s) norma(s).

A previsão é que a base de dados esteja disponível para o público até o final de 2018.

IAF emite documento para a migração das certificações OHSAS 18001 para a nova ISO 45001:2018 

Em 18 de janeiro de 2018, o IAF emitiu o documento "Requisitos para a migração para a ISO 45001:2018 da OHSAS 18001:2007", que define como será a transição dos atuais certificados OHSAS 18001 de Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho para a futura ISO 45001.
O novo documento foi elaborado pelo IAF, em colaboração com o Grupo de Projetos da OHSAS e a ISO, para orientar as partes interessadas sobre como realizar a migração.
O documento confirma o período de transição de 3 anos a partir da data de publicação da ISO 45001, conforme aprovado na Resolução IAF 2016-15 pela Assembléia Geral do IAF realizada em Nova Deli, na Índia, em novembro de 2016.
A versão FDIS da ISO 45001 foi aprovada na semana passada com 93% de votos favoráveis. A publicação da norma definitiva está prevista para meados de março de 2018.

Para acessar o documento emitido pelo IAF sobre a migração das certificações OHSAS 18001, entre por aqui.


E a migração para a ISO 9001:2015? 

Em 2015, o IAF definiu que, para a ISO 9001:2015, o período de transição das certificações baseadas na versão de 2008 para a edição atual da norma também seria de 3 anos. Esse período se encerra agora, em setembro de 2018.

Para auxiliar as empresas nessa migração, recomendo a aquisição do manual com a ISO/TS 9002 - Sistemas de gestão da qualidade - Diretrizes para a Aplicação da ISO 9001:2015, lançado recentemente em português.